ANGRA DOS REIS

Um Pouco da Historia de Paraty

A atual Paraty era reduto dos índios guaianás, cujos domínios se estendiam desde Cananéia (SP) à Angra dos Reis. O núcleo foi fundado por portugueses da Capitania de São Vicente (SP), no início do século XVI. Com a descoberta do ouro em Minas Gerais, a antiga trilha dos guaianás que transpunha a Serra do Facão atingindo o Vale do Paraíba, tornou-se passagem obrigatória para a região das minas. Esse foi o caminho percorrido por Martim Correia de Sá à frente de 700 portugueses e 2 mil índios antigos para combater os tamoios que habitavam a zona de mineração.

As primeiras sesmarias foram concedidas a moradores de Angra dos Reis a quem era jurisdicionada Paraty. O povoado surgiu no Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte, a 25 braças ao norte do Rio Perequê-Açú, em torno da Capela de São Roque, escolhido como padroeiro. Por volta de 1646, o núcleo foi transferido para terras doadas por Dona Maria Jácome de Mello, entre os rios Patitiba e Perequê-Açu, onde foi erguida a Capela de N. S. dos Remédios, nova padroeira.

Em 1660, o Capitão Domingos Gonçalves de Abreu requereu  a elevação do novo povoado à condição de Villa, à revelia de Angra dos Reis. A petição foi autorizada por Carta Régia de 28 de Fevereiro de 1667, assumindo a Vila o nome de N. S. dos Remédios de Paratii, hoje Paraty, vocábulo tupi-guarani que designa determinada espécie de tainha, abundante na região.

Em 1728, com a abertura do "Caminho Novo das Minas Gerais", entre Rio e São Paulo através do Vale do Paraíba, a antiga rota dos guaianás foi praticamente desativada. Em 17 de dezembro de 1813, a Vila foi agraciada com o título de Condado e em 3 de janeiro de 1890, foi concedido à Paraty foro de cidade.

Com o advento da Lei Áurea libertando os escravos, a produção agrícola entrou em colapso, fato que se agravou com a ligação ferroviária Rio-São Paulo. A cidade perdeu, então, toda a sua importância econômica, o que muito contribuiu para preservar suas fortes características coloniais.

Finalmente, com a aprovação do Decreto 58077 de 24 de março de 1966, pelo qual foi declarada Monumento Histórico Nacional e com a abertura da Rodovia Rio-Santos na década de 70, a cidade transformou-se em polo turístico de fama internacional.

Paraty abriga o Parque Nacional da Serra da Bocaina, belas cachoeiras e uma baía crivada de ilhas, com águas verdes e transparentes.

O Bairro Histórico na cidade se destaca pelo calçamento irregular das ruas, chamado pé-de-moleque e por seu casario conservado e representativo das arquiteturas dos séculos XVIII e XIX, onde os carros não são permitidos e um passeio a pé nos leva a uma viagem ao passado.
A inclinação das ruas em direção ao mar, escoando as águas das chuvas, permite que o mar penetre na cidade nos períodos de lua cheia. Paraty foi à primeira cidade planejada do Brasil, dada a sua importância estratégica na época.

A preservação de tantos costumes e tradições pode ser explicada pelo simples fato da cidade ter vivido um longo período de isolamento com o declínio no movimento do porto, que antes embarcava ouro de Minas Gerais e logo depois com a abolição da escravatura, que ocasionou a escassez de mão-de-obra. Durante muito tempo os poucos moradores que restaram em Paraty só podiam sair de lá pelo mar, com lanchas que faziam fretes.
O isolamento do município por tanto tempo, há 30 anos atrás era sinônimo de decadência. Hoje se sabe, foi o maior responsável pela sua economia: o turismo. Esse tempo que os moradores tiveram pouco acesso ao que estava acontecendo fora daqui, foi responsável pela preservação da cultura, arte, culinária, festas e principalmente o patrimônio histórico e ambiental de Paraty .

Paraty é famosa por sua belíssima localização na Baía da Ilha Grande ,conhecida em todo Brasil, pela variedade da pesca e locais de mergulho encontrada em sua águas, por seu clima de serra e mar e pelo seu rico e variado artesanato.
Uma outra atração de Paraty é a tradição de se fabricar pinga, ou Cachaça, na cidade desde o século XVIII. O município chegou a ter mais de 200 engenhos e casas de moeda e por conta da sua alta produção pagou parte do resgate do Rio de Janeiro que havia sido invadido pelo pirata francês Dougay Trouin. Hoje a cidade abriga 5 dos engenhos antes existentes mas todos funcionam artesanalmente com roda d' água, moeda, barril de carvalho, fogão de cobre e fogo à lenha.

Créditos: Turisrio e AquaFun Trismo Náutico.


 

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